Foi Quarta-Feira o dia, por volta das 21:30hs esperando o jogo do Brasil começar e os “tratantes” do Luis Guilherme e do Welson que me pediram para pegar uma mesa pois chegavam em 10 minutos (promessas feitas por volta das 21hs), que eu como bom boêmio apoiado com meu cotovelo direito sobre o balcão do Vitor Hugo’s Bar e Lanchonete (depois me ajeita uma saideira pelo jabá hein Viti…rs) tomando minha Brahma estupidamente gelada vi parar um carro todo adesivado daquela “Maria Gadú do Sertanejo” chamada Michel Teló e distribuir CDs gratuitos para todo mundo no bar, e foi aí pensando nessa ação que surgiu a idéia de postar algo sobre “O Marketing e a Música”.
Foi nessa hora que me lembrei o quanto os “roqueiros” reclamam hoje em dia do lixo musical que se apoderou do Brasil (e eu estou incluido nesses roqueiros), e tentei pensar o porque o lixo emplaca e as coisas boas não. (ps.: a diferença entre Restart e Michel Teló é só o colorido das roupas e a distorção da guitarra, usam as mesmas harmonias, as mesmas letras, são tudo a mesma porcaria)
Simples a resposta, porque todos esses sucessos de hoje em dia são ações fortes e eficientes de uma equipe de marketing muito competente, o mundo se modernizou e hoje tudo que envolve dinheiro deve ser tratado como uma empresa, tudo que se vende (desde um sabonete, uma consulta médica, prazer sexual, música, etc) é um produto, tangível ou intangível continua sendo um produto e se na sua emrpesa você tem ações de marketing para vender, o mesmo vale para a música e o nicho do “Sertanejo Universitário” foi quem saiu na frente e tem as equipes mais competentes comercialmente falando, bato palmas para a competência deles. Além de quê eles investem em contratar a melhor banda com os melhores músicos (geralmente roqueiros diga-se de passagem) para fazer espetáculos em suas apresentações.
Voltemos então à época de ouro do rock’n roll quando todos queriam escutar rock’n roll e aí tento entender o porque disso e me deparo com a seguinte teoria: (ela é minha, só minha e não retrata a verdade absoluta. Se não concordar, amém)
Propositalmente ou não, o Rock’n Roll teve seu auge na época em que fez Marketing, era uma época que era legal ser rebelde, todas as mídias pregavam rebeldia e na mesma onda quanto mais rebeldes as bandas mais se se ganhava dinheiro e hoje em dia os roqueiros saudosistas querem que por uma mágica de “pirlimpimpim” as pessoas voltem a gostar de rock, mas não é assim que funciona. Se alguém quiser vender rock, terá de tratar o rock como um produto e profissionalmente fazer suas ações de marketing para que as pessoas voltem a gostar desse saboroso produto de novo!!! Bandas de Garagem nunca existiram, era só um apelo que ajudava a vender mais, porém os roqueiros de antigamente eram muito estudados e sabiam muito de música, não adianta achar que juntar 3 cabeça de bagre na garagem vai fazer sucesso porque não vai mesmo.
Conclusão: Grandes Empresários por trás de Péssimos Artistas podem sim ditar a opinião musical de um país!!!
Ps.: Se alguém não concordar com a minha opinião bora comentar porque as discussões são o ponto de partida da formação de uma opinião própria, mas se for pra xingar nem perca tempo
e pra não deixa vocês só com esse vído da Maria Gadú Sertaneja, vai aqui minha sugestão de um bom rock’n roll que conheci rescentemente:
Abraços,
